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| Harmonização por Wilson Mileris |
| Harmonização |
| Autor CP |
14/02/2009 |
Índice
» Harmonização
Harmonização

Alguns teóricos da administração
defendem a idéia de competição como um
valor a ser incentivado pelos gerentes. Muitos acreditam que a
competição promove a
motivação das equipes, que, no desejo de ganhar,
empregam o máximo de seus esforços e de suas
energias. Alguns chamam
essa estratégia de
“competição
saudável” e acreditam que o darwinismo
corporativo pode fomentar resultados. Eles esquecem que em toda
competição exista um componente de
agressão.
Sob o manto da
“competição
saudável”, estimula-se à
competição entre
equipes de vendas, entre unidades de produção,
entre agências do mesmo
banco, entre suas filiais, entre empresas do mesmo grupo, enfim entre
todos os setores das empresas. Os vencedores são elevados ao
pódio e os
perdedores ficam na pior ou “descem ao inferno”. A
gozação e as
brincadeiras enfatizam a “incompetência dos
derrotados”.
É evidente que
o número dos perdedores é bem maior que o dos
vitoriosos, e a alegria
dos campeões é bem menor que a
frustração dos vencidos.
Muitas energias são consumidas nas justificativas e na
racionalização
do passado malogrado. Com o tempo, mágoas e
frustrações podem
transformar-se em conflitos e provocar a
deterioração das relações
interpessoais. Acreditamos que é hora de contestar a tese da
competição, especialmente em ambientes
corporativos. Devemos trabalhar
a cooperação entre os envolvidos nas
estratégias empresariais para
gerar o equilíbrio e a harmonia.
O desenvolvimento dos grupos depende da
cooperação entre os membros. Se
há coesão e laços de afeto, entre os
participantes, o grupo tem alto
poder de barganha nas relações sociais. Quando
há desarmonia, o grupo
perde sinergia, e a capacidade de influenciar os resultados
positivamente. Harmonia pressupõe a ausência de
conflitos. E onde há
harmonia existem chances maiores de ampliar a produtividade.
É a
re-humanização promovendo prosperidade.
por
Wilson Mileris
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