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Poder e Autoridade
Agosto/2005
Autor CP 11/02/2009

Índice

» Agosto/2005




Na  dinâmica  da  vida  social  o  poder  exerce  forte fascínio sobre as criaturas.
Muitas  pessoas desejam ocupar cargos que lhes conceda poder sobre outros indivíduos, mas poucas sabem exercer esse encargo com autoridade.

Ter poder não é o mesmo que ter autoridade.

O  poder  "é  a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por  causa  de  sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não o fazer."
A autoridade é "a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que quer, por causa de sua influência pessoal."
Para  exercer  o  poder  não  é  necessário  ter coragem nem inteligência avantajada.  Crianças  menores  de  dois anos são mestras em dar ordens a seus pais.
A  história  da  humanidade  registrou  os  feitos  de muitos governantes déspotas e insensatos.
Mas,  para  ter  autoridade  sobre  pessoas  é  preciso  um  conjunto  de habilidades especiais.
Uma  pessoa pode exercer autoridade mesmo não estando num cargo de poder, enquanto outra pode estar no poder e não ter autoridade alguma sobre seus liderados.
Em  uma  sociedade  injusta,  o poder pode ser vendido e comprado, dado e tomado.
As  pessoas podem ser colocadas no poder porque são parentes ou amigas de alguém,  porque  têm  dinheiro,  uma  posição social de destaque ou outra conveniência qualquer.
Mas com a autoridade isso não ocorre.
A  autoridade  não pode ser comprada nem vendida, nem dada ou tomada. Diz respeito  a  quem  você  é como pessoa, ao seu caráter e à influência que exerce sobre terceiros.
Para  estabelecer  autoridade,  o  líder  precisa ser honesto, confiável, responsável,  respeitoso, entusiasta, afável, justo, dar bom exemplo, ser bom ouvinte.
Quem  não  tem  autoridade  pensa  só nas tarefas e exige que suas ordens sejam cumpridas.
Quem   tem   autoridade   pensa   nas   tarefas,  mas  cuida  também  dos relacionamentos.
No  processo  administrativo  há  sempre  essas duas dinâmicas em jogo: a tarefa e o relacionamento.
Atender uma, em detrimento da outra, é caminho curto para o fracasso.
E  conseguir o equilíbrio entre ambas é uma característica de quem exerce liderança com autoridade.
Assim  sendo,  se  você  é  um líder e precisa lembrar isto às pessoas, é porque você não é.
Mas  se  você  não  está  no  poder  e mesmo assim as pessoas buscam suas orientações, é porque você tem autoridade.
Pense nisso, e lembre-se: liderar é executar as tarefas que estão sob sua responsabilidade   ao   tempo   em   que   constrói   bons  e  duradouros relacionamentos.
O líder ideal é aquele que, pela sua autoridade intelecto-moral, inspira os seus colaboradores e os eleva à condição de amigos.
Quem tem autoridade efetiva não teme perdê-la ao se aproximar dos outros e tratá-los exatamente como gostaria que os outros o tratassem.
Assim, se você é responsável pela condução de outros seres, medite quanto à responsabilidade que lhe cabe sobre os destinos dessas pessoas e procure ser alguém com autoridade, e jamais apenas alguém que detém o
poder. Procure ouvir os que convivem com você mais de perto.

Com base no cap.  1, do livro O Monge e o Executivo, de James C.  Hanter,    Ed. Sextante.



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